De admin A Quarta-feira, Maio 28 th, 2014 · 6.571 Comments · Em

Ao longo dos anos, o tecido empresarial foi mudando, assistindo-se a saídas e entradas de novas empresas, ao desaparecimento e aparecimento de novos negócios e novos produtos no mercado e à substituição de vantagens comparativas por vantagens competitivas.

 

Com 30 anos de existência, o IAPMEI acompanhou esta mudança, assumindo-se como uma das mais importantes agências públicas na assistência técnica e financeira às empresas, aos empresários e aos empreendedores. Por isso, o percurso evolutivo do IAPMEI e o das empresas que o IAPMEI serve encontram-se indissociavelmente ligados.


Os primeiros anos

Na década de 70, para além de um choque petrolífero que originou uma gravíssima crise internacional, passou-se pela instabilidade política decorrente da revolução de Abril e pela perda de matérias-primas a preços favoráveis.

Uma multiplicidade de políticas económicas sem resultados deu lugar a um aumento da inflação, uma perda de empregos e um decréscimo do PIB real.

Este foi o contexto que determinou o aparecimento do IAPMEI e o quadro dos primeiros anos de trabalho com os nossos clientes de então.


Pré-adesão à CEE

Na década de 80, apesar da recuperação do PIB, o desemprego atingiu um nível próximo dos 10%, a inflação disparou para valores acima dos 20%, e, consequentemente, as taxas de juro chegaram aos 30%.

Não obstante os riscos associados a um quadro de escassez de recursos, estivemos ao lado das empresas na concessão de avales bancários e na assistência técnica às suas estratégias de modernização ou internacionalização.

Depois, veio o período de pré-adesão à CEE,  culminando, em 1986, com as linhas de crédito do Banco Mundial e os primeiros fundos comunitários, que nos permitiram ajudar melhor as empresas nas suas estratégias de modernização.
Primeiro Quadro Comunitário de Apoio

O PEDIP introduziu novas lógicas aos programas de apoio à modernização das empresas, tanto a nível nacional como comunitário, inovando nos instrumentos de promoção da modernização empresarial.

Assumimos desde então, para além dos incentivos às empresas, a gestão do capital de risco, dos fundos consignados, posteriormente obrigações participadas, e da garantia mútua, contribuindo para que o mérito dos resultados daquele Programa fosse reconhecido além-fronteiras e tivesse influenciado o formato dos QCA seguintes.

Fomo-nos lançando, entretanto, noutras aventuras, muitas das quais foram determinantes para alavancar os esforços de um crescimento qualificado das PME.

Relevamos as mais marcantes, como o lançamento, em parceria com o  INETI,  dos Centros Tecnológicos; o suporte ao aparecimento de infra-estruturas de apoio à criação de empresas; o scoring e a qualificação empresarial associados à PME Prestígio, para as empresas industrias, e depois PME Excelência, para a globalidade das empresas; as redes de cooperação entre PME; as novas abordagens de Formação e Informação, como são os casos da “Formação-Acção” e dos primeiros passos da formação à distância veiculada pela Mediateca.
Diversificação de sectores e de actuação

A partir da segunda metade da década de 90, o IAPMEI, mais uma vez ao lado das empresas, alargou os seus sectores de intervenção, desbravou caminho na aposta nos activos intangíveis, antecipando aliás, o paradigma da desmaterialização da economia suportada pela evolução TIC.

Conhecimento, competência, qualificação, inovação, qualidade, informação, design, moda, parcerias, foram os factores dinâmicos trabalhados com e para as empresas.

Nesse processo, socorremo-nos de parcerias externas imprescindíveis – com as associações empresariais, com o sistema bancário, com o sistema científico e tecnológico, com as outras instituições do Ministério da Economia, entre muitas outras.

Releva-se a parceria com o ICEP para a captação e negociação de investimentos estrangeiros relevantes para o desenvolvimento industrial nacional, como foi o caso da Autoeuropa.
Alargamento de parcerias

Nessa fase, o IAPMEI foi também alargando o seu quadro de parcerias a entidades públicas e privadas fora do âmbito do Ministério da Economia, que determinaram o aparecimento dos Centros de Formalidades das Empresas e, mais recentemente do AGIIRE.

Salienta-se, ainda, parecerias com o sistema bancário, em diversas vertentes dos instrumentos financeiros complementares, no scoring das empresas e na análise de projectos dos sistemas de incentivos.

E ainda, com o Ministério da Defesa, na negociação de contrapartidas, a compras do Estado português,  para a indústria nacional.
O IAPMEI, hoje

Porque o mundo mudou, também o IAPMEI acompanhou estas mudanças, com clientes cada vez mais exigentes, que querem uma instituição mais à sua medida, promovendo a competitividade e o crescimento empresarial, o reforço da inovação, do empreendedorismo e do investimento empresarial, em particular nas pequenas e médias empresas.